Infografia
A palavra infografia tem origem na junção das palavras “informação” e “grafia” e pode ser definida como uma representação visual da informação sob a forma, por exemplo, de mapas ou gráficos.
Em termos históricos, o surgimento da infografia remonta-nos para a pré-história, com a criação dos primeiros mapas pintados na parede. Ao longo dos séculos esta área foi-se dilatando, mas foi com o surgimento, no final do século XIX, das técnicas de gravura em pedra e metal, que se assistiu a um maior progresso. Graças às novas invenções já era possível ver-se nos jornais desenhos e fotografias. Contudo, a mais importante criação para o desenvolvimento da infografia foi a digitalização, descoberta por volta de 1980.
O principal objectivo de uma infografia é apresentar informação da forma mais clara possível para o seu receptor, de modo a que ela se torne fonte de novos significados e de novos conhecimentos. Desta forma, numa época como aquela em que vivemos em que se pretende consumir o maior número de informação no menor tempo possível, a infografia é uma das melhores formas de dar resposta a essa vontade da sociedade, na medida em que, tal como nos é explicado no artigo “Infographics seminar handout”, esta é uma conjugação de elementos verbais e visuais, o que facilita a interpretação e a absorção da informação por parte do receptor. Contudo, convém ainda salientar que a abstracção é um conceito muitas das vezes inerente ao de infografia, pelo que a maior ou menor facilidade de interpretação da informação infográfica vai depender directamente desse mesmo grau de abstracção.
Segundo o mesmo artigo, são três os aspectos a ter em conta para se criar uma infografia eficaz. O primeiro é perceber qual o género de informação que se pretende comunicar: espacial, cronológica, quantitativa ou uma junção das três. O segundo é perceber qual a melhor forma de representar essa mesma informação: se através de um mapa, de uma diagrama ou de uma barra cronológica, por exemplo. O terceiro e último aspecto é escolher a forma de apresentação da infografia, isto é, perceber se é mais adequado usar uma infografia estática, animada ou interactiva.
No livro “Sailing to the future – Infographics in the internet era” de Alberto Cairo, a memória é um dos elementos de grande destaque. O autor explica que existem três tipos de memória: a memória de trabalho, que retém a informação apenas quando a estamos a utilizar, a memória de longo prazo, que envolve processos que retêm essencialmente recordações como episódios da nossa vida, por exemplo. Contudo, o tipo de memória que mais intervém após a visualização e absorção da informação infográfica é a memória imediata que retém a informação quando ela é recebida, fazendo com que ela se torne no centro da nossa atenção em determinado momento.
O jornalismo soube tirar grandes proveitos das potencialidades infográficas. Os jornalistas aperceberam-se da utilidade das infografias para os leitores, e utilizaram-nas para transpor os dados, mas também para filtrar e estabelecer relações entre estes.
O estudo “A infografia digital animada como recurso para transmissão da informação” do Professor Paulo Rodrigo Ranieri para a Universidade do Minho refere que com os avanços tecnológicos a ideia da infografia num jornal impresso transpôs-se para o ambiente digital onde ganhou maior autonomia, novas formas de expressão e ficou mais animada, interactiva e colorida.
O jornalismo online trouxe mais vantagens ao ramo da infografia já que apresenta menos limitações espaciais do que o jornalismo impresso e o uso dos mais modernos recursos informáticos. Desta forma, quer na área do jornalismo, quer nas mais variadas áreas, o uso de infografias facilita a interpretação e memorização da informação por parte do receptor tornando-a mais clara e perceptível.
Bibliografia
Rajamanickan, Venkatesh, “Infographics seminar handout”, 2005
Cairo, Alberto, “Sailing to the future – Infographics in the internet era”, 2005
Ranieri, Paulo Rodrigo, “A infografia digital animada como recurso para transmissão da informação em sites de notícia”, 2005
